CLISAD moderniza setor de endoscopia DIGESTIVA.
O Instituto de Endoscopia e Cirurgia do Aparelho Digestivo de pelotas, segmento da CLISAD responsável pela área de endoscopia e colonoscopia adquire dois modernos equipamentos de endoscopia digestiva e colonoscopia de alta definição (FULL HD - HDTV) e com tecnologia de magnificação de imagem, wide screen e N.B.I. (Narrow Banding Image) da marca Olympus série 180 inéditos na região sul.
O sistema N.B.I. é um novo método de imagem endoscópica, cuja tecnologia é baseada na otimização das características do espectro da luz emitida na imagem endoscópica. A absorção das características do tecido examinado na luz do órgão digestório depende do comprimento de onda, permitindo enfatizar o padrão vascular que é rapidamente identificado e avaliado pelo endoscopista. O sistema N.B.I. é extremamente útil e facilita a utilização da magnificação endoscópica nas lesões superficiais e precoces do esôfago, estômago e cólon.
Esta nova tecnologia aplicada à endoscopia tem um grande impacto pois possibilita um incremento no diagnóstico precoce de carcinomas diminutos do Aparelho Digestivo que são mais diagnosticados e que passariam despercebidos pela endoscopia convencional.
Possibilita, também, uma diferenciação de lesões neoplásicas e não-neoplásicas, de adenomas e carcinomas, estimar o grau de invasão da lesão; confirmar a presença ou ausência de tumor residual após uma mucosectomia; influenciar diretamente na conduta endoscópica diante de uma lesão, reduzindo não somente o tempo do exame como um grande número de procedimentos endoscópicos desnecessários.
CLISAD INCORPORA NOVAS TECNOLOGIAS
A CLISAD (Clínica de Saúde do Aparelho Digestivo) adquiriu novos equipamentos de alta tecnologia. O primeiro deles é uma nova torre para realizar Cirurgias Videolaparoscópicas dotada de microcâmera e monitor de alta resolução (HDTV formato 16:9 Wide Screen) da marca alemã STORZ com poder de resolução 5 vezes maior que os equipamentos convencionais, proporcionando maior profundidade de foco e maior nitidez e detalhes e de especial importância para execução de cirurgias de grande porte do Aparelho Digestivo, como as Cirurgias Bariátricas e as Cirurgias do Intestino Grosso e Reto.
Um segundo equipamento também importado da fábrica alemã STORZ já permitiu a realização de cirurgia pioneira no estado é conhecida por TEM (Transanal Endoscopic Microsurgery) ou TEO (Trananal Endoscopic Operation) que permite a remoção minimamente invasiva de lesões do reto até 20 cm acima da borda anal. A grande vantagem desta nova tecnologia, conforme explica os coordenadores do Serviço, Dr. Félix Santos e Drª Cristiane Neutzling, é oferecer uma nova opção cirúrgica para pacientes portadores de lesões do reto que até então seriam tratados com cirurgias de grande porte e com uso de colostomias temporárias ou definitivas, além de internações prolongadas. Na Santa Casa de Pelotas 4 pacientes já foram beneficiados por esta nova técnica, com pleno sucesso e dois outros estão sendo preparos, incluindo pacientes do Sistema Único de Saúde.
Um terceiro equipamento é o bisturi com plasma de argônio que permite um controle mais eficiente do sangramento em cirurgias complexas como nas ressecções de tumores do fígado e nos sangramentos do aparelho digestivo por úlceras, alterações vasculares ou sequelas da radioterapia que são tratados por endoscopia com este recurso tecnológico e com ótimos resultados.
Colonoscopia
Definição
O que é colonoscopia?
Colonoscopia é um procedimento que permite que seu médico examine a parede do cólon (intestino grosso) à procura de anormalidades, inserindo um tubo flexível com espessura semelhante à do seu dedo indicador, através do ânus e avançando lentamente pelo reto, cólon (esquerdo e direito) e íleo terminal (última porção do intestino delgado).
Preparo
Qual o preparo necessário?
O cólon deverá estar totalmente limpo para que o exame seja completo. O seu médico lhe dará instruções detalhadas sobre as restrições alimentares e preparo do cólon a ser seguido. Geralmente o preparo consiste no consumo de grande volume de uma solução especial ou de líquidos claros, laxantes e enemas por alguns dias antes do exame. Siga cuidadosamente as instruções. Caso contrário, o exame poderá ser cancelado e repetido mais tarde. Lembre-se que cada serviço de endoscopia ou cada médico possui uma forma particular de preparo dos cólons.
E os medicamentos de uso habitual?
A maioria dos medicamentos deve ser usada como de costume, porém, alguns podem interferir no preparo ou no próprio exame. É importante informar ao seu médico quais os medicamentos que costuma usar, assim como sobre qualquer alergia, vários dias antes do exame. Aspirina, medicações para artrite, anticoagulantes, insulina e produtos contendo ferro, devem ter o uso orientado antes do exame.
O que se espera do exame?
A colonoscopia é geralmente bem tolerada e raramente causa dor. Há, freqüentemente, sensação de pressão, inchaço ou cãibra em alguns momentos do exame. O seu médico lhe aplicará uma medicação intravenosa que o ajudará a relaxar e suportar melhor qualquer desconforto. Você ficará deitado de lado ou de costas enquanto o colonoscópio é avançado vagarosamente através do intestino grosso. Chegando-se ao íleo terminal ou ao ceco (última porção do cólon direito) o aparelho começa a ser retirado e o intestino vai sendo reexaminado. O exame geralmente dura de 15 a 20 minutos. Em alguns casos não é possível a passagem do colonoscópio através da junção do intestino grosso com o delgado (região do íleo terminal). Neste caso será decidido se há necessidade de outros exames para completar a investigação.
E se for detectado algo anormal durante a colonoscopia?
Se o seu médico achar que há necessidade de uma avaliação mais detalhada de determinado local do seu intestino, será passada uma pinça através do colonoscópio para que seja feita uma biópsia. O material será enviado ao laboratório de patologia para análise. Caso a colonoscopia esteja sendo realizada para identificar áreas de sangramento, estas poderão ser controladas através da injeção de certos medicamentos ou pela coagulação (fechamento de vasos sangrantes através do calor) durante o exame. Os pólipos ao serem encontrados, geralmente são removidos. Normalmente nenhum desses procedimentos causa dor. Lembre-se: as biópsias são feitas por vários motivos e não significa, necessariamente, que se suspeita de câncer.
O que ocorrerá após a colonoscopia?
Após o exame o médico lhe informará sobre o resultado. Se tiver recebido sedativos deverá ser acompanhado até sua casa, pois estes podem causar distúrbios de consciência e diminuição dos reflexos pelo resto do dia. Não será permitido dirigir ou operar máquinas após o exame.
Você poderá sentir cãibras ou empachamento devido ao ar introduzido no seu cólon (intestino grosso) durante o exame. Estes desaparecerão rapidamente após a eliminação de flatos (gases). Geralmente é permitida a alimentação após o exame, mas o seu médico poderá restringir a sua dieta e suas atividades, principalmente após a polipectomia.
Pólipos
O que são pólipos e por que eles são removidos?
Pólipo é crescimento anormal da parede do intestino, com tamanhos variados, desde pequeno a maiores com alguns centímetros. A maioria é benigna (hiperplásicos), mas nem sempre o médico pode diferenciá-lo dos malignos (câncer) só pela sua aparência. Por isso, quando removidos são encaminhados para análise laboratorial.
Como são removidos os pólipos?
Pequenos pólipos podem ser totalmente destruídos por fulguração (queimadura), porém os maiores são removidos por polipectomia. É passado um laço de metal através do colonoscópio e cortada a junção do pólipo com o intestino usando corrente elétrica. Você não sentirá dor. Há um pequeno risco de sangramento ou queimadura da parede do intestino, levando a perfuração, que pode necessitar de uma cirurgia de emergência.
Complicações
Quais as possíveis complicações da colonoscopia?
A colonoscopia e a polipectomia geralmente são seguras quando realizadas por médico treinado e experiente. Uma complicação possível é a perfuração do intestino, que pode necessitar de cirurgia. Pode haver sangramento no local da biópsia ou da polipectomia. Este geralmente é de pequeno volume e para por si mesmo ou em alguns casos pode ser controlado através do colonoscópio. Raramente será necessária internação, transfusão sangüínea ou cirurgia. Outros riscos incluem reação aos sedativos usados e complicações cardíacas ou pulmonares. Pode haver irritação no local onde foi aplicada a medicação intravenosa, mas esta logo estará resolvida. A aplicação de compressas mornas aliviará os sintomas.
É importante que você reconheça alguns sinais precoces de certas complicações. Entre em contato com o médico que realizou o exame caso note alguns dos sinais ou sintomas como: dor abdominal intensa, febre, calafrios ou sangramento retal em quantidade maior que meia xícara.
FONTE:SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
Endoscopia Digestiva
Definição
O que é endoscopia digestiva alta?
Endoscopia digestiva alta (também conhecida como gastroscopia, endoscopia gastrointestinal alta, esofagogastroduodenoscopia (EGD) ou panendoscopia) palavra derivada do latim que significa olhar (scopia) por dentro (endo), permitindo o exame detalhado do revestimento interno da porção superior do trato gastrointestinal, isto é, o esôfago (estrutura que liga a boca ao estômago), estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado), usando um aparelho, o endoscópio, composto por fino tubo flexível que possui lentes, circuitos eletrônicos e luz própria. Atualmente, o exame endoscópico é insubstituível, por ser o único que permite a coleta de material (biópsias) para confirmação do diagnóstico e, se necessário, a realização do tratamento endoscópico.
Indicações
Porque a esofagogastroduodenoscopia é realizada?
São várias as indicações da endoscopia digestiva alta: dor abdominal a esclarecer, sangramento digestivo, dificuldade e dor à deglutição, diagnóstico e acompanhamento da úlcera gastro duodenal, diagnóstico das esofagites, acompanhamento dos pacientes com hérnia de hiato, acompanhamento do esôfago de Barrett, avaliação pós-cirúrgica da doença de refluxo, biópsias para pesquisa do Helicobacter pylori, retirada de pólipos, esclerose de varizes esofagianas, ligadura de varizes esofagianas, retirada de corpos estranhos, dilatações de estenoses do esôfago, dilatação de acalásia do cárdia, acompanhamento dos pacientes operados do trato digestivo alto, passagem de sondas enterais e nasogástricas, dentre outras.
A endoscopia alta é mais precisa que o exame radiológico para detectar inflamações, úlceras ou tumores (benignos ou malignos) do esôfago, estômago e duodeno. Ela pode detectar um câncer em fase inicial e também fazer a distinção entre uma condição benigna de uma maligna (câncer), através de biópsias (pequenas amostras do tecido) de áreas suspeitas. É importante lembrar que as biópsias são praticadas por vários motivos e não necessariamente quando se suspeita de câncer, por exemplo, na pesquisa do Helicobacter pylori que é um tipo de bactéria que está muito relacionada com a recidiva de úlceras dentre outras patologias.
Este exame serve também para tratar algumas doenças do trato gastrointestinal superior. Instrumentos podem ser introduzidos pelo endoscópio, permitindo o tratamento direto de lesões do aparelho digestivo, com pouco ou nenhum desconforto para o paciente, por exemplo: dilatação de áreas estreitadas, remoção de pólipos (geralmente crescimento benigno da mucosa), de objetos deglutidos ou tratamento do sangramento digestivo alto. O controle seguro e efetivo do sangramento têm reduzido a necessidade de transfusões e de cirurgia em muitos pacientes.
Preparo
Qual o preparo necessário para o exame endoscópico alto?
Para um exame seguro e fidedigno, é necessário que se faça jejum de 12 horas.
É importante informar ao seu médico sobre medicamentos em uso, alergias a medicamentos, doenças pulmonares e ou cardíacas.
Com a finalidade de causar o menor desconforto possível ao paciente, é preconizado o uso de sedação geralmente endovenosa e, portanto, é imprescindível que a pessoa que irá ser submetida ao exame endoscópico esteja acompanhada por um adulto, porque os sedativos podem causar distúrbios de consciência e diminuição dos reflexos pelo resto do dia. Não será permitido dirigir após o exame, e não se devem realizar atividades que requeiram atenção ou coordenação.
O que você pode esperar do exame?
O médico (endoscopista) provavelmente o interrogará sobre o(s) motivo(s) da realização da endoscopia, se há outros exames e as possíveis complicações deste procedimento serão expostas de forma sucinta. A rotina pode variar entre os médicos, mas a sua garganta será anestesiada com um spray e poderá ser aplicada uma medicação (sedação) por via endovenosa para fazer com que você relaxe durante o exame. Enquanto estiver deitado sobre o seu ombro esquerdo, o endoscópio será passado através da sua boca e a seguir, do esôfago, estômago e duodeno. O aparelho não interfere na respiração durante o exame. Muitos pacientes consideram o exame algo desconfortável e muitos adormecem durante o procedimento.
O que acontece após o exame?
Após o exame lhe será dado atenção em local apropriado (sala de repouso) até que todos os efeitos da medicação tenham passado. A sua dieta será liberada, a não ser que lhe sejam dadas outras orientações. Geralmente o médico lhe informará sobre o resultado do exame, logo após a sua realização. Entretanto caso haja biópsias, o resultado só estará disponível após alguns dias.
Complicações
Quais as possíveis complicações da Endoscopia?
O exame geralmente é seguro, principalmente se for realizado por profissional qualificado. Você pode comprovar os profissionais que a Sociedade Brasileira de Endoscopia conferiu o título de especialista juntamente com a Associação Médica Brasileira.
Podem ocorrer complicações, mas estas são raras quando a endoscopia é realizada por médico experiente. Pode ocorrer sangramento após uma biópsia ou remoção de um pólipo. Este é mínimo e raramente não há necessidade de internação, transfusões sangüíneas ou cirurgia. Pode ocorrer irritação no local (em alguns casos inflamação do vaso) onde foi aplicada a medicação venosa, mas essa logo estará resolvida. A aplicação de compressas mornas aliviará os sintomas. Outros riscos incluem reação aos sedativos e complicações cardíacas ou pulmonares. Complicações maiores como perfuração, são muito raras. É importante que você reconheça os sinais de qualquer possível complicação. Caso tenha febre, dificuldade para engolir, aumento de volume do pescoço, tórax ou dor abdominal, informe ao seu médico imediatamente.
FONTE:SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
Colangiopancreatografia endoscópica
Definição
O que é Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE)?
É uma técnica especializada usada para estudar os ductos (vias de drenagem) da vesícula, pâncreas e fígado (os canais de drenagem do fígado e vesícula são chamados ductos biliares). Um endoscópio (tubo fino e flexível que permite ao médico ver dentro do intestino) é passado através da boca, esôfago e duodeno (que é a primeira porção do intestino delgado). Uma vez o aparelho posicionado em frente à abertura comum, também conhecida por papila duodenal (local da desembocadura comum dos ductos do fígado e pâncreas), que é identificado visualmente, um catéter (estreito tubo plástico) é passado através do endoscópio para dentro dos ductos. A injeção de pequena quantidade de contraste iodado ou não ("corante"), no interior dos ductos (pancreático ou biliar) permite a obtenção do mapeamento desses canais que são registrados sob a forma de radiografias.
Preparo
Qual preparo é necessário?
É necessário jejum de pelo menos 6 horas antes do exame (ou preferencialmente a partir da noite anterior ao exame). Alergia ao iodo, ou ao contraste, não são contra-indicações para a realização deste tipo de exame, porém devem ser notificadas ao seu médico antes do procedimento. Ele também deve ser informado sobre medicações em uso, alergia a medicamentos, doenças cardíacas ou pulmonares (ou qualquer outra doença importante). Você deve ir ao exame acompanhado, devido à sedação usada durante ele. Mesmo que você se sinta bem acordado ao término do exame, seus reflexos estarão prejudicados devido à sedação pelo resto do dia, não sendo seguro dirigir ou operar máquinas. Se ocorrerem complicações pode ser necessária hospitalização até que elas sejam resolvidas.
O que pode ser esperado durante a CPRE?
Seu médico discutirá porque a CPRE esta sendo realizada, as complicações potenciais, as alternativas diagnósticas e as possibilidades terapêuticas que estão disponíveis.
Uma anestesia local (spray) deve ser aplicada na garganta, bem como sedativo intravenoso (feito pelo próprio médico ou por médico anestesista) para que você se sinta mais confortável durante o exame. O exame começa com o paciente deitado do seu lado esquerdo sobre uma mesa de RX. O endoscópio é passado através da boca, esôfago, estômago e duodeno. O aparelho não atrapalha a respiração. É introduzido ar através do aparelho que causa distensão abdominal temporária durante e após o exame. A introdução de contraste através dos ductos raramente causa desconforto.
O que pode ser esperado após a CPRE?
Se você vai realizar a CPRE como um paciente externo, você deverá permanecer em observação até que o efeito da medicação termine. Evidências de qualquer complicação do exame serão observadas e hospitalização pode ser aconselhada se for necessário período maior de observação. Você pode sentir-se com o abdome levemente distendido porque é introduzido ar durante o exame. Pode alimentar-se normalmente a menos que você tenha sido instruído ao contrário.
Complicações
Quais as possíveis complicações da CPRE?
Geralmente o procedimento é bem tolerado, quando realizado por médicos que tenham tido treinamento especial e experiência com a técnica. Irritação localizada no vaso por onde foi administrada medicações raramente causam problemas, mas em alguns casos pode-se verificar leve inchaço, que pode durar semanas. A aplicação de bolsas ou toalhas úmidas aquecidas diminuem o desconforto, bem como o uso oral de medicações antiinflamatórias, que devem sempre ser orientadas por seu médico.
Complicações maiores que requerem hospitalização podem ocorrer, mas são raras na colangiopancreatografia retrógrada endoscópica diagnóstica, porém nos procedimentos terapêuticos algumas complicações como: pancreatite grave, infecção, perfuração intestinal e sangramento, podem ocorrer. Outro risco deste exame é reação ao sedativo usado. Os riscos para o procedimento variam de acordo com as indicações para o exame, o que é encontrado durante o exame, qual intervenção terapêutica se faz necessária e se o paciente tem outros problemas como doenças cardíacas ou pulmonares. Seu médico deve conversar com você, sobre qual é sua probabilidade em apresentar complicações antes de iniciar o exame.
Na CPRE terapêutica (cortando a abertura do ducto biliar, retirando pedras, dilatando se houver estenose, colocando próteses ou trocando-as) a possibilidade de complicações é maior que na CPRE diagnóstica, e as complicações incluem pancreatite, sangramento e perfuração. Estes riscos devem ser comparados com os benefícios do procedimento e com os riscos de um tratamento cirúrgico alternativo. Na maioria das vezes o seu problema pode ser resolvido pela CPRE, sem a necessidade de uma cirurgia, mas ocasionalmente a correção cirúrgica deve ser realizada.
FONTE:SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
Retossigmoidospia
Definição
O que é retossigmoidoscopia?
É um exame que estuda a mucosa do reto e uma parte do cólon (intestino grosso). Consta da inserção de um tubo flexível da largura de um dedo indicador, dentro do ânus avançando lentamente através do reto e parte baixa do cólon (sigmóide).
Preparo
Qual o preparo necessário?
O reto e cólon baixo devem estar limpos para que o exame seja eficaz e completo. Seu médico ou o serviço de endoscopia onde você realizará o exame lhe dará instruções a respeito da rotina de limpeza do cólon a ser utilizada.
O preparo consiste em 1 ou 2 enemas (fleet enema) por via retal antes do exame, que pode ser feito em casa ou no ambulatório, podendo ou não incluir o uso de laxantes. Em alguns pacientes com colite (inflamação dos cólons) ou diarréia aguda, seu médico pode aconselhá-lo a um preparo especial antes do exame.
Você está usando remédios freqüentemente?
É importante informar a seu médico sobre todas as medicações de uso contínuo, bem como alergia a medicamentos. O uso de drogas como aspirina ou anticoagulantes ("afinadores" do sangue) são exemplos de medicações, cujo uso deve ser discutido com seu médico.
O que se espera de uma retossigmoidoscopia?
O exame é bem tolerado e raramente causa dor. Existe sempre a sensação de pressão por distensão das vísceras ou cólicas durante o exame. Você permanecerá deitado de lado esquerdo enquanto o aparelho avança através do reto e cólon. Quando o instrumento é retirado, as paredes do intestino são cuidadosamente examinadas. O exame leva de 5 a 10 minutos para ser efetuado.
Indicações
E se a retossigmoidoscopia mostra alguma coisa anormal?
Se o médico vê alguma área que necessita de avaliação em detalhes, uma biópsia (fragmento pequenino do cólon) pode ser obtida e submetida a exame anatomopatológico para análise. Se pólipos (crescimento da mucosa do cólon que variam de tamanho) são encontrados, eles podem ser biopsiados, ou removidos na hora do exame.
Os pólipos podem ser benignos: adenomas, que são potencialmente pré cancerosos ou hiperplásicos que são potencialmente benignos. Frente a estes achados, seu médico pode optar pela retirada imediata da lesão ou requisitar uma colonoscopia (exame completo do cólon) para remove-lo mais tarde com o cólon melhor preparado, permitindo assim o diagnóstico e remoção de lesões como estas não só no cólon esquerdo mas também no cólon direito.
O que acontece após a retossigmoidoscopia?
Após o exame o médico explicará os resultados. Você pode sentir um pouco de cólicas ou sensação de distensão devido ao ar introduzido no intestino durante o exame. Este fenômeno rapidamente desaparece, assim que você elimine o gás injetado durante a realização do exame. Você poderá se alimentar e retornar as suas atividades habituais, após deixar o consultório ou hospital.
Complicações
Quais as possíveis complicações da retossigmoidoscopia?
Retossigmoidoscopia flexível e biópsia são geralmente seguras, quando realizadas por médicos que tenham sido especialmente treinados, e com experiência neste exame endoscópico. As complicações após este exame são raras, mas é importante para você reconhecer sinais precoces de possíveis complicações. Avise seu médico se você notar qualquer destes sintomas: dor abdominal severa, febre, calafrios e sangramento retal de mais de meio copo. É importante saber que sangramento retal pode acontecer alguns dias após a biópsia ou remoção de pólipos .
FONTE:SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva